Passei uma semana na Bacia do Magoito na primavera de 2026. Estava lá off-grid, em um cantinho maravilhoso generosamente oferecido por uma amiga. Uma das minhas intenções ao chegar lá era ter tempo para escrever um texto com o qual eu esperava finalizar uma etapa. Queria contar da minha recente aproximação com as águas e tudo que isso tem me ensinado. Queria usar esse texto para completar meu diário de pesquisa independente chamado Future Beyond Repair, encerrar o ciclo e começar outro.
A verdade é que não consegui escrever. Os dias foram inspiradores, com múltiplos encontros com águas: o recanto logo ao lado de onde eu estava hospedado na Tojeira, as trilhas que me levaram à épica cachoeira que cai direto na arriba e às praias do Magoito e da Samarra.
Mas acho que ainda não consegui resolver a contento a tensão entre, de um lado, a escrita não-linear e espiralada com a qual experimento aqui e nas minhas anotações pessoais, e de outro a ideia de texto linear e estável. A linha do tempo, a conformação de uma versão referenciável, o sistema científico, o blockchain, a timeline. Seguirei explorando, e talvez consiga fazer o tal texto. Por enquanto, no entanto, vou colar trechos de rascunhos aqui e ali neste repositório, e entender o que quero fazer em seguida.
Os dias no Magoito me mostraram que tudo bem fazer planos e não cumpri-los. É vida.